sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Flu vence Goiás, que desconta no fim


Houve de tudo no Maracanã no primeiro jogo da segunda fase da Copa Sul-Americana, nesta quinta-feira à noite: gol, pressão, expulsão de goleiro, chute na trave, defesa milagrosa e desconto de placar aos 48 minutos do segundo tempo. Sob os olhares de 7.060 torcedores (6.314 pagantes), o Fluminense conseguiu vencer o Goiás por 2 a 1, no Maracanã, mas viu sua vantagem para a partida da volta ser reduzida.

Com Klever expulso aos 14 da etapa complementar, Cristóvão precisou mexer na equipe para se defender. Com isso, o Esmeraldino pressionou, pressionou, até conseguir diminuir o placar. O resultado permite que o Tricolor empate no Serra Dourada, na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília). O Goiás, por sua vez, precisa vencer por 1 a 0 ou por dois gols de diferença, caso sofra algum. Um novo 2 a 1 leva a disputa para os pênaltis. Quem avançar, vai às oitavas de final.

Antes do duelo de quarta, o Fluminense viaja para São Paulo, onde enfrenta o Corinthians pela 18ª rodada do Brasileirão. As equipes duelam às 16h, na Arena Corinthians. Já o Goiás recebe o Atlético-PR em casa. No Serra Dourada, a bola rola a partir das 18h30, pela mesma competição e rodada.

Fluminense x Goiás  (Foto: Marcello Dias / Futura Press)

Gols, chute na trave, expulsão e muita pressão

Os dois tempos foram bem distintos. No primeiro, o Flu garantiu a sua vantagem, marcando duas vezes com Edson. No segundo, teve seu goleiro expulso e precisou recuar. Assim, o Goiás cresceu, dominou as jogadas e tentou descontar até o fim, quando conseguiu o gol com Erik.

Após cerca de 20 minutos nos quais as equipes abusaram do toque de bola, estudando o adversário e buscando espaços, o Fluminense detectou a deficiência do Goiás e passou a trabalhar mais pelas laterais do campo. Foi por ali onde encontrou seus dois gols - um em bola cruzada por Conca e, outro, em cobrança de escanteio de Sobis. Em ambos os lances, a bola encontrou o volante Edson, reserva que substituiu Valencia e garantiu a vitória tricolor. O Goiás, por sua vez, apesar do placar adverso, não se intimidou. Seguiu em cima. E teve duas grandes chances de marcar o seu, com duas bolas no travessão. A primeira com Esquerdinha, a segunda com Erik, essa na pequena área, com o goleiro batido.

Fluminense x Goiás (Foto: Marcello Dias / Futura Press)

A equipe de Ricardo Drubscky voltou mais atenta para o segundo tempo. Passou a marcar mais as laterais, impedindo as jogadas que tão bem funcionaram na primeira parte da partida para o Fluminense. Um lance, porém, foi crucial para mudar o desenrolar do duelo. Aos 14, Klever se adiantou para impedir a chegada de contra-ataque de Erik. Na meia-lua, derrubou o jogador e acabou expulso. Com um a menos, Cristóvão Borges precisou mudar sua estratégia e fez substituições para recuar o time, tirando Sobis e Fred. Sem mais nenhum atacante em campo, sofreu com a pressão do Goiás. A persistência foi a marca do Esmeraldino. De tanto tentar, garantiu o gol que lhe dá esperança para o jogo de volta. Aos 48, Erik recebeu cruzamento rasteiro pela direita. A bola ainda bateu em Marlon antes de encostar no atacante e entrar. Festa para os cerca de 10 torcedores goianos que estiveram no Maraca.

Cristóvão minimiza gol no fim e festeja vitória do Flu

Nem o gol de Erik aos 48 minutos do segundo tempo. Tampouco a expulsão de Klever, 34 minutos antes. Esqueça a pressão do Goiás, que transformou uma vitória tranquila em suada do Fluminense. Nada diminuiu a importância do 2 a 1, na noite desta quinta-feira, no Maracanã, ao menos na opinião de Cristóvão Borges. Ao hierarquizar a vantagem conquista no jogo de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana, o treinador tratou de minimizar todos os 'poréns' do resultado. Acredita que o primeiro passo para chegar às oitavas de final, classificação a ser decidida na próxima quarta-feira, no Serra Dourada, foi dada.

Cristóvão, então, manteve o tom sereno ao sentar à mesa do Estúdio A do Maracanã. Demorou por cerca de 15 minutos para chegar e começar a dar a sua avaliação da partida. E disse ter gostado do que viu:

- Sempre que se ganha, o sentimento é de tranquilidade. Estou contente. O importante é ganhar. Lógico que tem de se avaliar o tipo de competição. Tomar gol em casa tem o seu valor ao adversário. Não era a ideia. Resistimos até quase o final da partida. O mais importante é ganhar. Estamos na frente.

Cristóvão passa instruções para seus comandados (Foto: Agência Estadão)

O Flu avança com vitória ou empate. O Goiás precisa de 1 a 0 ou vitória por dois gols, caso sofra um. Se devolver o 2 a 1, a decisão vai aos pênaltis. Situação que poderia ser diferente caso Cristóvão não tivesse recuado o time? Não, na opinião dele – sacou Sobis e Fred, os atacantes, após a expulsão do goleiro Klever, para as entradas de Felipe Garcia e Henrique.

- Treinador é assim. Ele tem duas opções. Vai na que acredita. Desde o começo do segundo tempo, a gente prendia pouco a bola na frente. Isso iria continuar acontecendo. Arrumamos bem a parte defensiva. Tanto que resistimos bem à pressão. Optei por aquela que fiz – explicou o comandante.

O Fluminense treina na tarde desta sexta-feira. No domingo, vai a São Paulo enfrentar o Corinthians, pelo Brasileirão. Cícero, suspenso, está fora. Valencia, recuperado de lesão no tornozelo direito, volta. Diego Cavalieri, ainda com gastroenterite, é dúvida.

A entrevista completa de Cristóvão Borges:

A vitória dá vantagem. Tem de saber usar ela. Se preparar bem para o jogo"
Cristóvão Borges

O gol do Goiás no fim do jogo diminuiu a vitória do Fluminense?

Sempre que se ganha, o sentimento é de tranquilidade. Estou contente. O importante é ganhar. Lógico que tem de se avaliar o tipo de competição. Tomar gol em casa tem o seu valor ao adversário. Não era a ideia. Resistimos até quase o final da partida. O mais importante é ganhar. Estamos na frente.

Qual o objetivo das substituições?

Íamos jogar com dez. Tinha de arrumar a maneira de atuar. Defender bem e sair com velocidade. A ideia foi essa. Recompor o sistema defensivo.

Ao deixar o time sem atacantes, não chamou o Goiás demais ao campo do Flu?

Treinador é assim. Ele tem duas opções. Vai na que acredita. Desde o começo do segundo tempo, a gente prendia pouco a bola na frente. Isso iria continuar acontecendo. Arrumamos bem a parte defensiva. Tanto que resistimos bem à pressão. Optei por aquela que fiz.

Como não repetir a eliminação ao América-RN na Copa do Brasil? O Flu também ganhou o primeiro jogo...

A vitória dá vantagem. Tem de saber usar ela. Se preparar bem para o jogo. O que não correu naquela vez. Não vai se repetir. Vai ser diferente.

Como será a preparação para a volta ao Brasileirão? O Corinthians é o adversário de domingo...

A minha grande preocupação do momento é a recuperação física. O jogo hoje foi na quinta. Normalmente é na quarta. Além disso, atuamos um tempo todo com dez  jogadores. Há desgaste muito grande. Temos de recuperar. Em pouco tempo. O jogo lá vai exigir bastante. Precisamos ganhar.

Edson cabeceia para marcar (Foto: Bruno Domingos / Mowa)

Qual a avaliação do Edson?

Foi especial a ele. Ficamos contentes. Precisamos dos jogadores em condições. Marlon atuou também para ganhar ritmo. Ia colocar o Diguinho também por isso. Vem de contusão, precisa de ritmo. O Edson aproveitou de novo. Tem treinado bem. Fico feliz quando isso acontece.

Confronto direito com o Corinthians: como projeta a partida?

Cícero não pode jogar (está suspenso). É a única coisa certa. Não tem mais ninguém machucado. Valencia recuperado. Vai estar todo mundo no campo. O desgaste de hoje foi absurdo. Temos de recuperar.

Atuações de Marlon e Wagner

Não sabemos quando Gum voltará. Ele recupera bem. Imaginamos que o teremos no campeonato. Por isso, o Marlon jogou. Para ficar de novo à vontade. Tem potencial. Coloquei Wagner no jogo para isso. Tinha de ganhar ritmo. Vinha de lesão. E a exigência foi boa. Mais uma opção que eu tenho.

Diego Cavalieri tem condições de atuar domingo?

Ele está melhorando. Para jogar, tem de treinar. Vai ser avaliado amanhã. Se conseguir treinar, aí sim, volta. Do contrário, ainda não.

O horário do jogo atrapalhou a presença de público?

É ruim, sim. As pessoas ainda estão no trabalho, período de trânsito complicado. Essas trocas confundem o torcedor. Isso também não é bom.

Sem "capacidade financeira", Flu aposta em criatividade por reforços


Paulo Angioni e Mário Bittencourt coletiva Fluminense (Foto: Hector Werlang)

Quem não tem dinheiro, contrata com criatividade. É assim que o Fluminense tentará transformar tentativas fracassadas em bem sucedidas para reforçar o time visando a disputa do Campeonato Brasileiro e da Sul-Americana. Ao menos cinco negociações ficaram pelo caminho. E outras duas estão em compasso de espera: o zagueiro Neto, do Santos, e o lateral-direito Marcelinho, do América-RN.

A complicada situação financeira é a principal alegação do departamento de futebol tricolor para a dificuldade de contratar. A Unimed, patrocinadora do clube, encerrou o investimento em 2014 – à exceção do acordado de R$ 15 a R$ 20 milhões em direitos de imagem. As penhoras das receitas da televisão, a necessidade de pagar o acordo trabalhista e o recente ingresso no Refis geram um déficit mensal de R$ 200 mil. Conclusão: não há nada nos cofres das Laranjeiras.  

- Não tem onde criar mistério. As pessoas não querem saber como funciona uma negociação. Vocês (repórteres) sabem? Todas começam no 0 a 0. E a gente só vai fazer o que tivermos dinheiro para fazer. Não temos capacidade financeira - disse um sucinto Mário Bittencourt, vice-presidente de futebol do Flu, na saída do Maracanã, quinta-feira à noite, após a vitória sobre o Goiás pela Sul-Americana.  

Só com a insistência no tema que o dirigente mudou a postura e passou a dar mais detalhes. Para ele, a solução é ser criativo.  

- Temos um parceiro de 15 anos, e o contrato é discutido a cada ano. Essa discussão é dos presidentes, do clube e da patrocinadora. A parceria passa por algumas dificuldades, mas isso não significa que a gente esteja mais fraco. Por isso, existe a necessidade de criatividade. Fazemos esforço em 2014 para termos melhor situação em 2015. Hoje, temos a folha do futebol, a folha dos funcionários, a folha do ato trabalhista e a folha do Refis. Isso tudo gera dificuldade financeira. Não porque quebrou, mas porque a gestão quer reerguer o clube. Ao invés de estarmos sendo exaltados por isso, é o pão e o circo: vamos encher o clube de jogador e ver como paga depois - disse, para completar:  

- Não vou mentir. A situação não é ótima. Não faço propostas milionárias. Tentamos envolver jogadores, trocar percentual de direitos, manter o direito do clube que pode ceder alguém. Não temos a capacidade financeira, mas somos vitrine. Somos um time que vai brigar pelo título e uma boa vitrine. Isso pode gerar valorização no futuro.  

Wellington Nem, Magno Alves, João Filipe, André Bahia e Juninho foram as tentativas sem sucesso do Flu. Agora, o foco está em Neto e Marcelinho.  

- Negociação em andamento, só isso que eu posso falar. Apenas essas duas negociações em andamento. Não temos previsão - encerrou Mário.  

O prazo para inscrever jogadores no Brasileirão termina em 3 de outubro. Na Sul-Americana, é possível trocar nomes a cada fase.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Flu coleciona insucessos nas tentativas de contratações


 Magno Alves do Ceará entrevista (Foto: Alexandre Alliatti)

É com passadas curtas e lentas que o Fluminense tenta se reforçar para a reta final da temporada. E a direção tricolor coleciona insucessos nesse segundo semestre. Pelo menos cinco investidas falharam, e o técnico Cristóvão Borges continua batendo na tecla de que é preciso sanar algumas carências do grupo.

- Isso é importantíssimo para que tenhamos fôlego. Por isso se faz necessário um elenco grande. Temos um elenco de alto nível, mas precisamos de um mais numeroso por causa do desgaste. Temos que ter um grupo maior - disse o treinador.

Seja por falta de dinheiro, já que a Unimed fechou a torneira do patrocínio, ou de habilidade nas tratativas, o Tricolor, que procura zagueiro, laterais e atacante de velocidade, não avançou nos negócios que tentou. Os casos envolvendo os atacantes Wellington Nem e Magno Alves foram os mais expressivos. Em ambos, o clube se apoiou no desejo dos atletas de retornar às Laranjeiras e não teve poder de negociação.

A novela Wellington Nem arrastou-se por um longo período. Do fim de maio ao início de agosto, o torcedor alimentou o desejo de vê-lo novamente em ação pelo clube, mas acabou frustrado. Apesar de saber que dificilmente o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, liberaria o jogador por empréstimo sem custo, o clube apostou numa estratégia que fracassou. Havia um acerto com Nem, mas nada com a equipe dele.

Dinheiro também foi o problema no caso de Magno Alves. Novamente o Fluminense entrou em acordo com o jogador sobre salário e tempo de contrato, mas cruzou os braços e só esperou que o Magnata desse um jeito de se liberar. Com vínculo até 30 de novembro, o veterano, de 38 anos, teria de pagar uma multa de R$ 300 mil caso decidisse rescindir. Porém, caso outro clube quisesse contratá-lo, ela subiria a R$ 1,5 milhão. E o Tricolor lavou as mãos.

Paulo Angioni Fluminense (Foto: Richard Souza)

- São casos particularmente diferentes. O Magno não é dinheiro. O Magno é um exercício simples de analisar. Ele tem identificação e idolatria no Ceará, o Ceará está nas quatro primeiras posições do campeonato (Série B), é muito difícil o clube liberar uma referência como ele, que é resultado de 80% dos gols do Ceará. É muito difícil. É só fazer a dramatização e entender. Então por que o Fluminense entrou nisso? Entramos porque eles (jogador e empresário) têm uma carta de intenção, um instrumento particular, que dava a ele (Magno Alves) o direito de pagar o valor da carta que era de R$ 300 mil e se liberar. Só que ele não imaginava que houvesse o clamor todo. Quando houve o clamor, ele entendeu que não valeria a pena brigar com as pessoas por causa disso. Tanto é que no depoimento dele pediu desculpa à torcida do Fluminense - explicou o diretor executivo tricolor, Paulo Angioni.

Depois que Gum fraturou a perna esquerda, no início de agosto, o Fluminense passou a buscar um jogador para a posição. A diretoria tricolor tentou tirar André Bahia do Botafogo, mas esbarrou no desejo do rival de manter o defensor. Com a janela de transferências do exterior fechada e poucas opções na Série A, as séries inferiores viraram alternativa. João Filipe, do Avaí, também virou alvo, mas o longo tempo de inatividade jogou o negócio para a próxima temporada.

Hoje, o clube aguarda o desfecho positivo da contratação de Neto, zagueiro que está encostado no Santos. Sem interesse em renovar o contrato do jogador, que termina no fim do ano, o Peixe torcia para que alguma equipe o procurasse. Neto tem 29 anos e uma série de lesões tem impedido uma sequência de partidas.

As laterais também viraram tormentas para Cristóvão Borges. Sem reservas para Bruno e Carlinhos, o treinador tem improvisado. Em julho, Juninho, do Palmeiras, entrou na pauta. As conversas pelo lateral-esquerdo chegaram a ficar adiantadas, mas novamente não houve acordo.

Juninho, Palmeiras X Coritiba (Foto: Marcos Ribolli)

- O caso do Juninho não tinha nada a ver com dinheiro. O que aconteceu foi uma outra situação que o entendimento do Palmeiras era um e passou a ter outro. A parte do Fluminense com o Juninho estava resolvida e equacionada. Nada a ver com dinheiro. Teve mudança no entendimento do jogador com o clube. O Fluminense não intercedeu em nada. Tinha uma informação de que o Palmeiras liberaria. A negociação foi direta com ele através de seu empresário.

Para o lado direito, surge um nome. Marcelinho, autor de um gol na goleada do América-RN por 5 a 2 sobre o Fluminense, que eliminou os cariocas de maneira vergonhosa da Copa do Brasil, estaria na mira.

Cícero e Henrique são acertos

Contratados durante a pausa para a Copa do Mundo, o volante e o zagueiro foram acertos da diretoria. Foram negociações arrastadas, mas que têm dado certo. Cícero tem papel fundamental no esquema de Cristóvão e tem a versatilidade como principal característica. Marca, arma e faz gols.

Já Henrique, que teve um começo instável, aos poucos se firma na zaga, especialmente depois que Gum se machucou. Sem o companheiro, o camisa 21 tornou-se o principal nome da equipe na posição.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Fluminense x Sport: ingressos à venda para jogo no Maracanã


Os ingressos para o jogo entre Fluminense e Sport, domingo, às 16h, no Maracanã, estão à venda. Os preços variam de R$ 20 s R$ 160. Há meia-entrada para estudantes. A partida é válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Sócio contribuinte e sócio proprietário com pacote futebol têm acesso gratuito ao setor Sul do estádio, e 50% de desconto nos demais setores. Os benefícios só valem para quem estiver em dia. A compra deve ser feita pelo Portal do Sócio. Cada sócio poderá reservar apenas seu próprio ingresso, que será carregado na carteirinha, e comprar mais dois bilhetes adicionais. A reserva para os sócios se encerra às 10h do dia da partida. 

A venda on line para o torcedor comum está sendo feita pelo site www.maracana.com/site. Este tipo de venda se encerra às 23h59 de sábado. No dia do jogo, as compras e retiradas de ingressos serão feitas apenas nas bilheterias do Maracanã.

Vale lembrar que os setores Maracanã Mais e Leste inferior têm lugares marcados e, portanto, não possuem gratuidade. 

Confira os preços:

Setor Sul
R$ 20
R$ 10 (meia, sócio-futebol / pacote jogos)

Setor Leste inferior
R$ 60
R$ 30 (meia, sócio contribuinte e proprietário com pacote futebol / sócio-futebol e pacote de jogos)

Cadeira Maracanã Mais (com direito a buffet)
R$ 160
R$ 100 (meia, sócio contribuinte e proprietário com pacote futebol / sócio-futebol e pacote de jogos)

Confira os pontos de venda:

Laranjeiras
Engenhão (bilheteria Oeste)
Maracanã (bilheteria 2)
Cariocas FC (Méier e Nova América)
Hawaii Sports (Via Parque e Park Shopping Campo Grande)

Pontos exclusivos para retirada:

Engenhão (bilheteria Oeste)
Laranjeiras
Maracanã (bilheteria 2)

Pontos de venda e retirada:
Cariocas FC (Méier)
Hawaii Sports (Via Parque e Park Shopping Campo Grande)

Fred passa em branco no segundo jogo como titular

Desde a descida do ônibus em direção ao vestiário até sair do vestiário e embarcar de volta no ônibus, no intervalo de 90 minutos com derrota do Fluminense por 1 a 0 para a Chapecoense, Fred cumpriu o mesmo ritual na Arena Condá: foi perseguido pela torcida e se manteve calado. Não respondeu às insistentes provocações, falou pouco seja com companheiros, adversários ou arbitragem no campo e praticamente não deu entrevistas. Embora o esforço, deixará Santa Catarina sem marcar gol, a segunda rodada do Brasileirão em branco desde que foi efetivado como titular por Cristóvão Borges.  

Após participar da Copa do Mundo, competição na qual defendeu o Brasil, Fred ganhou dez dias de folga. Voltou como reserva na vitória sobre o Goiás, partida na qual entrou no segundo tempo. Foi titular, em Natal, contra o América-RN, pela Copa do Brasil. Depois, permaneceu no banco no empate com o Coritiba. Começou novamente diante do time potiguar na eliminação no torneio de mata-mata. Até que Cristóvão Borges o efetivou: encarou Botafogo e Chape com a posição definitivamente assegurada e anunciada pelo treinador. E não fez gol em nenhuma.  


Números de Fred:

Finalizações: 2
Passes certos: 25
Passes errados: 5
Faltas sofridas: 0
Impedimentos: 0
Desarmes: 0
Assistência: 0

Fred foi vaiado ao descer do ônibus. Seriam assim por toda a noite de quarta-feira em Chapecó. Ao entrar no gramado para o aquecimento. Sempre que tocava na bola durante os 90 minutos. Ao deixar o campo. Gritos, especialmente de cone, apelido que ganhou nas redes sociais devido ao péssimo desempenho que teve no Mundial, dada uma suposta falta de mobilidade, uma chacota comum quando o Tricolor atua fora do Rio, eram ouvidos das arquibancadas.  

Mas ele correu. Se esforçou. Enfrentou a marcação de Jaílton e Rafael Lima. Não se escondeu. Mas parou, nas duas conclusões que teve, nas mãos de Danilo. A parceria com Walter, ao ser idealizada por Cristóvão, era para evitar que o camisa 9 ficasse isolado. Mas...  

Fred jogou fora da área a maior parte do primeiro tempo, afinal, os meias Cícero e Conca pouco o abasteciam. Em alguns momentos, chegou perto do círculo central para fazer o pivô e tabelar com os homens que vinham de trás. Foi mal acionado, é verdade. E quando foi, dentro da área, concluiu. O espírito de líder apareceu ao cobrar maior movimentação e reclamar ao árbitro Francisco Carlos do Nascimento de que era puxado dentro da área.  

No fim do jogo, Fred só fez uma frase:  

- Vamos recuperar agora. Temos que recuperar os pontos perdidos nesses dois jogos.  

E quando jornalistas foram continuar com os questionamentos, disse:  

- Já deu.  

Foi solicito ao parar, no trajeto até o vestiário, para fazer fotos com funcionários do estádio. Assim como havia sido no treino do dia anterior, quando atendeu aos torcedores presentes.  

Com 11 gols, Fred é o artilheiro do Flu no ano. Poderá aumentar a marca e ajudar o clube, domingo, diante do Sport. A chance de se recuperar de três jogos sem vitória e de voltar ao G-4.

Fred fluminense chapecó (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Vexame histórico: 5 a 2.


O inacreditável aconteceu. Após vencer o jogo de ida por 3 a 0, na semana passada, o Fluminense conseguiu ser goleado ontem por 5 a 2 pelo América-RN, em pleno Maracanã. O Tricolor está eliminado da Copa do Brasil e o time potiguar classificado para as oitavas de final da competição nacional.

"Tem que pagar o pato", lamentou o apoiador Cícero.

O América-RN abriu o placar aos 17 minutos, com o lateral-direito Marcelinho. O empate tricolor veio aos 33, quando Cícero deu pelo passe para Fred, que fez seu primeiro gol depois da Copa do Mundo, em seu jogo de número 200 com a camisa do Flu. A virada saiu três minutos depois, aos 36, com Cícero.

No intervalo, Fred deu lugar a Walter. O camisa 9 levou a pior num choque com Max e saiu com dor no joelho esquerdo. O América-RN arrancou para o 'Maracanazo' aos quatro minutos do segundo tempo, quando o mesmo Max, que tirou Fred de campo, recebeu sozinho e empatou o jogo: 2 a 2. Aos 30, Alfredo ganhou de Diego Cavalieri e fez 3 a 2 para o time potiguar.

Sete minutos depois, o mesmo Alfredo aproveitou uma sobra e ampliou: 4 a 2.

O golpe fatal foi dado pelo atacante Rodrigo Pimpão. O ex-vascaíno aproveitou uma bobeira do zagueiro Fabrício, roubou a bola e fechou o placar, aos 45 minutos: 5 a 2.

O América-RN juntou-se a Palmeiras, ABC-RN, Vasco, Corinthians, Flamengo, Ceará, Coritiba, Bragantino Botafogo, Atlético-PR, Cruzeiro, Atlético-MG e Grêmio na próxima fase da Copa do Brasil. Os últimos dois classificados sairão hoje, após Santos x Londrina-PR e Santa Cruz x Santa Rita-AL. Os confrontos das oitavas serão conhecidos em sorteio na segunda-feira.

O Flu torcerá para o Santos passar pelo Londrina, o que garantirá o Tricolor na Copa Sul-Americana, ao lado de Vitória, Goiás, São Paulo, Bahia, Internacional, Criciúma e Sport.

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