sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Cristóvão admite que G-4 define seu futuro: "Sem resultado, tem mudança"


Cristovão Treino do Fluminense (Foto: Fernando Cazaes / Photocamera) 

A mesma sinceridade que fez Cristóvão Borges dizer ter escolhido o Fluminense, apesar de propostas mais vantajosas financeiramente, é usada para admitir que o resultado em campo definirá o seu futuro nas Laranjeiras. Com contrato por vencer em 31 de dezembro, o treinador reconheceu nesta sexta-feira que a classificação à Libertadores terá interferência na prorrogação do vínculo.

- Meu futuro, assim como o de todo mundo no futebol, obedece a uma simples coisa: ganhar. Sem resultado, tem mudança. Se não ganhar, tudo pode acontecer - disse o comandante em entrevista coletiva.

Apesar da dificuldade na tabela de classificação, a confiança do treinador continua inabalada em levar o clube ao G-4, zona não frequentada desde a 15ª rodada. O Flu é o oitavo, com 42 pontos, cinco a menos do que o Atlético-MG, o último integrante da elite.

- Time grande tem de fazer o melhor sempre. Continua sendo uma obrigação (classificar à Libertadores). São dez jogos, a diferença é de cinco pontos. Temos de quebrar a sequência ruim. Empatamos demais e ganhamos pouco. Por isso, a prioridade nossa é resolver a situação no campeonato. As conversas ficarão para depois - completou o comandante.

A direção já procurou o treinador para renovar o contrato. Porém, Cristóvão preferiu tratar do tema após o Brasileirão. Há jogadores que também precisam acertar a permanência, como Diego Cavalieri, Gum, Diguinho e Carlinhos.

domingo, 12 de outubro de 2014

Fluzão vacila e tropeça contra o Inter


Nada melhor do que uma importante vitória para se esquecer uma decepção. Depois de ser goleado por 5 a 0 pela Chapecoense na última quinta-feira, o Internacional se recuperou na tarde deste domingo, no Beira-Rio. Derrotou o Fluminense por 2 a 1 com duas assistências de D'Alessandro e reassumiu a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. A vitória diminuiu para seis pontos a distância para o líder Cruzeiro. O Tricolor, por outro lado, chegou à sua terceira partida sem vencer e se manteve longe do G-4: com 42 pontos, permanece em oitavo - agora a cinco pontos do Atlético-MG, o quarto colocado.

Todos os gols em Porto Alegre saíram no segundo tempo. Alex abriu o placar para o Inter ao marcar um golaço encobrindo Diego Cavalieri. Perto do fim do jogo, Fred empatou de cabeça. Mas nem deu tempo de a torcida tricolor comemorar: dois minutos depois, Valdívia aproveitou erro da zaga para invadir a área e garantir a vitória.

O Internacional volta a campo no próximo domingo para enfrentar o Corinthians, novamente no Beira-Rio. O Fluminense joga no sábado, contra o Criciúma, no Maracanã, na abertura da 29ª rodada.

Pressão colorada e emoção no fim

Depois da goleada por 5 a 0 para a Chapecoense, o Internacional entrou pressionado em campo. E tratou de logo dar uma resposta ao seu torcedor. O primeiro tempo foi uma verdadeira blitz. Enquanto Willians abusava das faltas, os atacantes desperdiçavam chances de gol. Alex teve as duas melhores. Na primeira, foi desarmado por Diego Cavalieri na hora do drible. Na seguinte até conseguiu encobrir o goleiro, mas Marlon salvou em cima da linha. Perdendo o meio-campo na disputa, o Fluminense não conseguia ganhar os rebotes. Tanto que pouco atacou. A única boa oportunidade nasceu em cobrança de falta que Fred, livre, cabeçeou para fora.

As substituições no intervalo foram um reflexo dos primeiros 45 minutos. O Inter de Abel Braga, tentando novas formas de atacar, trocou Wellington Paulista por Nilmar. O Flu de Cristóvão Borges colocou Rafinha na vaga de Diguinho. Nada mudou. A pressão seguiu intensa, Alan Patrick quase marcou e, de tanto tentar, Alex não perdeu a sua terceira chance clara após lançamento preciso de D'Alessandro: 1 a 0. A saída de Diguinho, sentindo cansaço muscular, desorganizou o Fluminense, que parecia ainda mais perdido em campo. Cristóvão tentou arrumar o problema com a entrada de Edson no meio-campo. Abel respondeu com Valdívia. Quando conseguia atacar, o Tricolor parava no goleiro Alisson: primeiro em cabeçada de Fred, depois em chute de Wagner.

Mesmo com o recuo do Colorado para defender a vantagem mínima, o jogo parecia decidido. Mas ainda havia tempo para mais emoções. Aos 40, Conca cruzou da direita, Fred se antecipou a Ernando e cabeceou para enfim vencer Alisson. Só que o empate no placar durou apenas dois minutos. Foi o tempo necessário para D'Ale achar outro passe para deixar Valdivia na cara de Cavalieri: chute forte, gol da vitória e alívio no Beira-Rio.

Valdívia faz o segundo gol do Inter e chora ao comemorar (Foto: Alexandre Lops/Inter)

Flu festeja título inédito no Showbol


O Fluminense colocou mais um troféu em sua galeria, neste domingo, quando conquistou o título inédito do Campeonato Brasileiro de Showbol. Em um jogo muito equilibrado com o Palmeiras, o Tricolor contou com apoio da torcida no Complexo Poliesportivo Bonitão, em Rio Bonito (RJ), e venceu por 13 a 9, após ter deixado o rival Flamengo pelo caminho na semifinal.

Muitas crianças aproveitaram o dia delas para acompanhar a decisão. Dentro de quadra, os jogadores não quiseram saber de brincadeira, mas fizeram sua parte e agradaram com muitos gols. Foram 11 em cada tempo.

Fluminense campeão; Showbol (Foto: Reprodução SporTV)

Jogando no Rio de Janeiro, o Flu tinha mais apoio, mas foi o Verdão quem saiu na frente, no primeiro minuto, com Fernando. Os donos da casa não demoraram a reagir e chegaram ao empate com Fábio Augusto. A partir daí, foi lá e cá. O Palmeiras retomava a frente e o Flu buscava o empate. Denis fez 2 a 1, Andrei empatou. Denis marcou outra vez, Valber foi lá e deixou tudo igual.

Depois de tanto reagir, o Tricolor conseguiu a virada aos 14 minutos, com Fábio Augusto. Emerson ampliou a vantagem, mas o Palmeiras não desanimou e igualou o marcador, com gols de Jean Carlo e Rogério. O empate durou pouco: antes do intervalo, Andrei colocou o time carioca novamente na frente: 6 a 5.

No segundo tempo, o time paulista voltou disposto a retomar a vantagem e conseguiu o objetivo logo nos primeiros minutos: empatou com Thiago Gentil e passou à frente com Rogério. A reação palmeirense também acordou o Fluminense, que fez três gols em sequência: Fábio Augusto empatou e Serginho, ao marcar duas vezes, aumentou a vantagem para 9 a 7.

O equilíbrio persistiu, mas o Flu contou com apoio da torcida para crescer sempre que o Palmeiras ameaçava estragar a festa. Quando o Verdão voltou a empatar (com gols de Tiago Gentil e Leonardo), a 10 minutos do fim, o Flu resolveu dar um gás e conseguiu abrir três gols de vantagem: Serginho fez o décimo e Léo Guerra, com dois gols, ampliou para 12 a 9.

O gol de Válber, a três minutos do fim, definiu o placar e foi o sinal para dar início aos gritos de "É campeão" nas arquibancadas do Bonitão.

- Foi na vontade, na disposição e no condicionamento. Nosso time estava mais condicionado que eles. O pessoal entendeu o que é o Showbol, fizemos uma bela campanha desde o início e conseguimos esse título brasileiro que faltava para a gente - comemorou o capitão Válber.

Escalações

Fluminense: Fábio Noronha; Djair, Válber, Fábio Augusto, Serginho e Andrei. Entraram: Emerson, Marcelo Cardoso, Léo Guerra,  Alexandre Seixas e Lira. Técnico: Paulinho Carioca. Gols: Serginho (3), Fábio Augusto (3), Andrei (2), Léo Guerra (2), Válber (2) e Emerson.

Palmeiras: Douglas; Denis, Claudecir, Fernando, Cris e Thiago Gentil. Entraram: Biro, Jean Carlo, Rogério e Leonardo. Técnico: Índio. Gols: Thiago Gentil (2), Rogério (2), Denis (2), Jean Carlo, Fernando e Leonardo.

sábado, 11 de outubro de 2014

Flu se organiza e forma atletas para si e para negociar


Sem poder contar com as mesmas vantagens financeiras das cotas de televisionamento de adversários como Flamengo e Corinthians, o Fluminense tem que se organizar para encontrar soluções para ser competitivo dentro da realidade econômica na qual está inserido. É neste contexto que o clube tem trabalhado as divisões de base, em Xerém, como uma verdadeira mina de ouro. A prioridade é a formação de jogadores não só para o time profissional, mas também para o mercado. Na vanguarda, o clube toma para si o papel do empresário e funciona praticamente como uma agência de atletas. Maior responsável pela empreitada, o gerente de futebol tricolor, Marcelo Teixeira, falou ao LANCE! sobre a iniciativa.

– Acho difícil você encontrar outro clube no país que tenha um mapeamento tão detalhado sobre a própria base como o que temos hoje. Cada jogador tem um plano de carreira. Todos possuem um DVD com jogadas e principais características – explicou o dirigente.

Atualmente, o Flu tem relações comerciais com mais de 30 clubes, em diversos países. Existem parcerias com equipes da Europa, México, Estados Unidos e China. A intenção com isso é de que ocorra um intercâmbio de jogadores e negociações futuras.

A conclusão é a de que nem todos os jogadores que treinam no clube terão capacidade de chegar ao time profissional, o que não significa que não possuam valor para outros mercados e possam vir a ser negociados, gerando dinheiro.

Por pensar nisso, o Fluminense disputa a partir de hoje, com um time de juvenis, à convite da Adidas, uma competição na Índia, mercado estratégico em expansão e que deverá receber muita atenção daqui por diante. O objetivo é expandir.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Biro Biro marca e se irrita em treino do Fluminense

Os gritos das arquibancadas pedindo Biro Biro, no empate com o Atlético-MG, na noite de quinta-feira, no Maracanã, lançaram a questão: a torcida tem razão em reclamar uma chance ao atacante no Fluminense? Para Cristóvão Borges, o jovem de 19 anos, por ora, deve permanecer no banco. Mesmo que, ao menos no treino desta sexta-feira, tenha feito um gol e tido boa movimentação. Ele também se irritou com a marcação na preparação para enfrentar o Internacional, neste domingo, em Porto Alegre, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Biro Biro atuou em coletivo dos reservas contra juniores. O atacante sobrou do time de suplentes – os titulares ganharam folga. Foi preterido por Kenedy, outro avante usado pelo treinador na partida da noite anterior, no primeiro tempo. Neste período, sofreu com a marcação de Elivelton e Guilherme Mattis. Não gostou de uma dividida com Kenedy e, após o lance ser parado, deu um chutão na bola. Ainda conseguiu driblar Mathues Reginaldo e dar bela assistência a Matheus Carvalho.

Biro Biro treino fluminense (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)


Foi no segundo tempo, então, que Biro Biro conseguiu ter mais espaço para jogar. No time de reservas, cresceu de produção. Marcou gol, ao aparar cruzamento de Matheus Reginaldo. Chegou mais ao ataque com frequência. E ainda deu passe a Rafael Sobis, que quase marcou gol.

Com Cristóvão, Biro Biro tem tido poucas chances. Nunca foi titular, só entrou em quatro jogos – um deles o amistoso contra a Itália. Não marcou gol. E a última atuação foi diante do Figueirense, empate em 1 a 1 em Florianópolis.

Preparador reconhece excesso de peso de Walter


Walter não atua pelo Fluminense desde 3 de setembro, na derrota para o Goiás que resultou na eliminação na Copa Sul-Americana. Lá se vão nove jogos. O técnico Cristóvão Borges sempre alegou que a decisão é técnica: diz que há outros atletas em melhores condições. Porém, ao dar entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira, um dia após o atacante sequer ir ao aquecimento no empate com o Atlético-MG, na última quinta-feira, o preparador físico Rodrigo Poletto reconheceu o excesso de peso do camisa 18, outro fator que contribuiu para a falta de oportunidades. Sem revelar o dado, definido como interno, disse que o jogador "foge do padrão".
 
– Walter é um atleta que necessita sempre de trabalhos complementares. Programação que ele faz de forma integral, treinando, porque necessita sempre disso. Jogou no Goiás (em 2013) com mais peso do que tem hoje, mas, a nosso entender, necessitamos sempre de atletas em nível altíssimo. É o que buscamos com ele. Fazemos tudo que podemos. Fisiologia, nutrição, ele tem vindo, estamos fazendo tudo o que podemos – disse Poletto, que vê um lado positivo no atacante. – No futebol brasileiro, não tem nenhum atleta como ele. Foge do padrão. Mas ele consegue jogar de tão diferenciado que é.

Walter Treino do Fluminense nas Laranjeiras (Foto: Fred Gomes / Globoesporte.com)


Em janeiro, ainda sob o comando de Renato Gaúcho, Walter se apresentou ao Flu com 106kg. Conseguiu diminuir o peso para 93kg em março. Com a convocação de Fred para a Copa do Mundo, o camisa 18 teve oportunidades como titular, não aproveitou e foi sacado pelo técnico Cristóvão Borges após as atuações abaixo da média contra Criciúma e Santos, pelo Brasileirão. O período de um mês e meio sem jogos durante o Mundial, no entanto, o atrapalhou. Tanto que ele admitiu no início de agosto que engordou um pouco.
 
– É uma questão interna, pouco ética para falar. Tem pessoas que gostam, e outras que não gostam. Coisas internas. Essa história do peso ideal... Ele sai do biotipo de atleta, mas futebol permite isso. O alto, o baixo, o mais gordinho, o mais magrinho, todos podem jogar. Ele foge do padrão de atleta normal, e tenho de buscar sempre o melhor rendimento dele. Se render bem, independentemente do peso, terá chance – completou Poletto.
 
De acordo com o preparador, Walter só não aqueceu na noite de quinta por uma limitação da Fifa:
 
– Podemos levar até 23 atletas para a partida. Destes, 12 ficam no banco e só seis podem aquecer. Isso é a determinação da Fifa. Não posso levar mais. Já tentei isso, mas o quarto árbitro retira. Essa é a questão. Converso com auxiliar do Cristóvão para saber quais atletas quer. Foi a primeira vez que ele não foi aquecer.
 
O Flu perdeu terreno na luta pelo G-4. É o oitavo, com 42 pontos, quatro a menos que o Grêmio, o último integrante da zona da Libertadores. O time enfrenta o Inter, domingo, em Porto Alegre.

Golaço de Walter e dribles de jovem roubam a cena em coletivo do Flu


A sexta-feira foi de folga para os titulares do Fluminense que empataram sem gols com o Atlético-MG na véspera, no Maracanã. Quem não jogou ou entrou apenas no segundo tempo, foi a campo. Caso de Walter, que saiu irritado por não ter sido utilizado diante do Galo. Ao menos no coletivo dos reservas, o atacante se destacou, ao lado do jovem meia Gerson.

Com boa movimentação, apesar de estar visivelmente acima do peso, Walter marcou um golaço. Chiquinho fez lançamento longo para a grande área e o atacante, livre, pegou de primeira, sem chances para Julio Cesar, que sequer se mexeu. 

Walter em treino do Fluminense (Foto: Fernando Cazaes/ Photocamera)

O centroavante atuou no time dos reservas, que foi formado por Klever (Julio Cesar); Matheus Reginaldo, Elivelton, Guilherme Mattis e Chiquinho; Valencia, Diguinho e Jean; Kenedy (Biro Biro), Walter e Sobis.

No outro time, estavam jogadores menos utilizados por Cristóvão Borges na temporada e vários atletas dos juniores. Era a equipe de Gerson, 17 anos, que já ficou no banco de reservas em alguns jogos, mas ainda não estreou pelos profissionais. O jogador roubou a cena na segunda parte da atividade. 

Primeiro, aplicou série de dribles no meio-campo, dando um corte seco em Diguinho e uma caneta em Mattis, sendo parado com falta. Depois, roubou bola de Sobis e recebeu incentivo de Cristóvão. "Boa, Gerson! Boa, Gerson!", dizia. Logo na sequência, deu passe primoroso para Matheus Carvalho sair na cara de Julio Cesar, driblar o goleiro e marcar. Kenedy também deixou o seu com estilo, em arrancada que terminou com chuta cruzado. A atividade terminou 3 a 3.

O Fluminense, com os titulares de volta, treina na manhã deste sábado novamente nas Laranjeiras e viaja na sequência para Porto Alegre. No domingo, às 16h, enfrenta o Internacional, no Beira Rio.

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