quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Fred evita comentar sobre convocação para seleção

Encerrada a Copa do Mundo, Fred não titubeou ao falar sobre seu futuro na seleção brasileira. No dia seguinte à derrota para a Holanda por 3 a 0, em Brasília, que marcou a despedida melancólica do Brasil da competição, disparou:

- Para mim, já deu.

Depois do Mundial, o camisa 9 ganhou um tempo do Fluminense para descansar e colocar a cabeça no lugar. Voltou, oscilou, viu o time ser eliminado da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, mas aos poucos começa a se reencontrar e a ganhar fôlego. Tanto que o tema Seleção volta a fazer parte da rotina do jogador de 30 anos.

Na manhã desta quarta-feira, no Rio de Janeiro, Dunga fará a segunda convocação desde seu retorno à seleção brasileira. O comandante divulgará a lista para os amistosos contra a Argentina, em Pequim, na China, e contra o Japão, em Cingapura, dias 11 e 14 de outubro, respectivamente. O Globoesporte.com acompanha a convocação a partir das 10h40.

O técnico já disse que a porta não está fechada para ninguém que disputou a Copa, tanto que chamou vários jogadores que eram do grupo de Felipão. Fred, no entanto, evita falar sobre a lista e a expectativa de voltar a ser lembrado.

Rafael Sobis Desembarque Fluminense (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

- Não, estou focado no Fluminense. Tenho que focar no Fluminense.

Antes da Copa, o centroavante havia marcado dois gols em cinco jogos no Brasileirão. Dobrou a média no retorno do Mundial: foram cinco em sete partidas, os últimos dois na vitória diante do Palmeiras, sábado passado, no Maracanã Virou o sétimo maior artilheiro da história tricolor e começa a voltar aos bons dias. Em 12 jogos no Brasileirão, marcou sete vezes. A temporada é de 16 gols, que fazem dele o artilheiro do time.

Nesta quarta, o capitão do Fluminense volta a jogar. No Barradão, em Salvador, o time enfrenta o Vitória, às 19h30 (de Brasília), pela 22ª rodada do Brasileirão. Fred estará em campo e novamente pode ser jogador de Seleção.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Fluminense negocia contratação do lateral-direito Renato, do ABC

O Fluminense pode acertar nas próximas horas a contratação do lateral-direito Renato, de 24 anos, que está emprestado ao ABC pelo Sport, clube que detém grande parte dos direitos econômicos do atleta. Cabe ressaltar que o jogador tem uma cláusula de liberação para times da Série A, o que facilita bastante um acordo. O Tricolor aguarda resposta do Sport, que está conversando diretamente com o ABC, para resolver a situação.

De toda forma, o também lateral-direito, Marcelinho, do América de Natal, segue em pauta pela diretoria tricolor. No entanto, agora ele corre por fora, já que existem boas chances de que Renato seja mesmo o novo reforço.

Após acertar com o goleiro Júlio César, que estava no futebol espanhol, e encaminhar acerto com o lateral-direito, o Flu se aproxima da meta de fechar o elenco para a temporada ainda nesta semana. Existe grande expectativa de que o zagueiro Neto, do Santos, seja anunciado até a próxima sexta-feira.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Wagner alerta para risco de lesão em maratona


diguinho wagner fluminense (Foto: Nelson Perez/Fluminense FC)

A lição foi dada na semana que passou: três jogadores viraram desfalque no Fluminense por conta de lesão. Ainda assim, a tendência é que Cristóvão Borges mande força máxima para campo no duelo contra o Goiás, quarta-feira, às 22h (de Brasília), no Serra Dourada, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. Decisão que, a julgar pelas palavras de Wagner, é exclusiva do treinador. O meia chamou a atenção para o risco de lesões e se mostrou a favor de dar descanso para quem estiver próximo do limite.

– Essa semana acabou provando que tem que poupar. Perdemos o Sobis, depois perdemos o Edson... Por mais que o jogador queira, uma hora o corpo não aguenta. O Cristóvão é consciente, conversa com a gente, e não adianta ser fominha e jogar todas. A perna vai pesar e vamos perder jogadores por mais de um mês, um mês e meio. Ano passado perdemos bastante e estamos mais experientes. Não podemos correr riscos à toa.

Do time que tem jogado, quem tem mais chance de ser preservado é Henrique. O zagueiro ficou na academia no trabalho desta terça-feira, mas viajou com a delegação para Goiânia. Na semana passada, o Tricolor perdeu Valencia, com um problema no joelho, e Rafael Sobis e Edson por conta de lesões na coxa. Tendo a temporada passada como exemplo, Wagner reforçou que o desgaste pode causar fortes danos para o restante do ano.

– São mudanças positivas. Não adianta o jogador querer jogar todas e depois machucar. Por termos um grupo experiente, bem vivido, temos que deixar o companheiro jogar em alguns momentos. Para ganhar um campeonato é preciso ter 40 jogadores, imagina em mais de um. Não adianta ser egoísta. Temos que ser inteligentes e abrir espaço para os companheiros. Na hora de levantar a taça, esquecemos tudo que ficou para trás.

 Não adianta o jogador querer jogar todas e depois machucar. Temos que ser inteligentes
Autor

Se não há confirmação de poupados para o confronto com o Esmeraldino, sabe-se que Felipe e Cícero serão as caras novas. O goleiro, que atuou apenas cinco vezes no ano (quatro como titular), substitui o suspenso Kléver, enquanto o meia retorna após ser ausência no jogo com Corinthians – tinha acumulado três cartões amarelos. Wagner elogiou a dupla.

– O Felipe tem total condição de ajudar. Ele estreou contra o Bahia e segurou a vitória com defesas maravilhosas. Conheço desde a época do Santos, por jogar contra, e também de base da seleção. Vamos passar tranquilidade para ele. O Cícero teve um descanso bom, deu uma poupada, e acho que está querendo voltar e continuar da maneira que vinha, fazendo gol e nos ajudando. É um grande jogador.

O Fluminense encara o Goiás com a vantagem de ter vencido o jogo de ida do confronto por 2 a 1, no Maracanã, e pode empatar ou perder por um gol desde que acima de 3 a 2 para disputar a fase internacional da Copa Sul-Americana.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Flu vence Goiás, que desconta no fim


Houve de tudo no Maracanã no primeiro jogo da segunda fase da Copa Sul-Americana, nesta quinta-feira à noite: gol, pressão, expulsão de goleiro, chute na trave, defesa milagrosa e desconto de placar aos 48 minutos do segundo tempo. Sob os olhares de 7.060 torcedores (6.314 pagantes), o Fluminense conseguiu vencer o Goiás por 2 a 1, no Maracanã, mas viu sua vantagem para a partida da volta ser reduzida.

Com Klever expulso aos 14 da etapa complementar, Cristóvão precisou mexer na equipe para se defender. Com isso, o Esmeraldino pressionou, pressionou, até conseguir diminuir o placar. O resultado permite que o Tricolor empate no Serra Dourada, na próxima quarta-feira, às 22h (de Brasília). O Goiás, por sua vez, precisa vencer por 1 a 0 ou por dois gols de diferença, caso sofra algum. Um novo 2 a 1 leva a disputa para os pênaltis. Quem avançar, vai às oitavas de final.

Antes do duelo de quarta, o Fluminense viaja para São Paulo, onde enfrenta o Corinthians pela 18ª rodada do Brasileirão. As equipes duelam às 16h, na Arena Corinthians. Já o Goiás recebe o Atlético-PR em casa. No Serra Dourada, a bola rola a partir das 18h30, pela mesma competição e rodada.

Fluminense x Goiás  (Foto: Marcello Dias / Futura Press)

Gols, chute na trave, expulsão e muita pressão

Os dois tempos foram bem distintos. No primeiro, o Flu garantiu a sua vantagem, marcando duas vezes com Edson. No segundo, teve seu goleiro expulso e precisou recuar. Assim, o Goiás cresceu, dominou as jogadas e tentou descontar até o fim, quando conseguiu o gol com Erik.

Após cerca de 20 minutos nos quais as equipes abusaram do toque de bola, estudando o adversário e buscando espaços, o Fluminense detectou a deficiência do Goiás e passou a trabalhar mais pelas laterais do campo. Foi por ali onde encontrou seus dois gols - um em bola cruzada por Conca e, outro, em cobrança de escanteio de Sobis. Em ambos os lances, a bola encontrou o volante Edson, reserva que substituiu Valencia e garantiu a vitória tricolor. O Goiás, por sua vez, apesar do placar adverso, não se intimidou. Seguiu em cima. E teve duas grandes chances de marcar o seu, com duas bolas no travessão. A primeira com Esquerdinha, a segunda com Erik, essa na pequena área, com o goleiro batido.

Fluminense x Goiás (Foto: Marcello Dias / Futura Press)

A equipe de Ricardo Drubscky voltou mais atenta para o segundo tempo. Passou a marcar mais as laterais, impedindo as jogadas que tão bem funcionaram na primeira parte da partida para o Fluminense. Um lance, porém, foi crucial para mudar o desenrolar do duelo. Aos 14, Klever se adiantou para impedir a chegada de contra-ataque de Erik. Na meia-lua, derrubou o jogador e acabou expulso. Com um a menos, Cristóvão Borges precisou mudar sua estratégia e fez substituições para recuar o time, tirando Sobis e Fred. Sem mais nenhum atacante em campo, sofreu com a pressão do Goiás. A persistência foi a marca do Esmeraldino. De tanto tentar, garantiu o gol que lhe dá esperança para o jogo de volta. Aos 48, Erik recebeu cruzamento rasteiro pela direita. A bola ainda bateu em Marlon antes de encostar no atacante e entrar. Festa para os cerca de 10 torcedores goianos que estiveram no Maraca.

Cristóvão minimiza gol no fim e festeja vitória do Flu

Nem o gol de Erik aos 48 minutos do segundo tempo. Tampouco a expulsão de Klever, 34 minutos antes. Esqueça a pressão do Goiás, que transformou uma vitória tranquila em suada do Fluminense. Nada diminuiu a importância do 2 a 1, na noite desta quinta-feira, no Maracanã, ao menos na opinião de Cristóvão Borges. Ao hierarquizar a vantagem conquista no jogo de ida da segunda fase da Copa Sul-Americana, o treinador tratou de minimizar todos os 'poréns' do resultado. Acredita que o primeiro passo para chegar às oitavas de final, classificação a ser decidida na próxima quarta-feira, no Serra Dourada, foi dada.

Cristóvão, então, manteve o tom sereno ao sentar à mesa do Estúdio A do Maracanã. Demorou por cerca de 15 minutos para chegar e começar a dar a sua avaliação da partida. E disse ter gostado do que viu:

- Sempre que se ganha, o sentimento é de tranquilidade. Estou contente. O importante é ganhar. Lógico que tem de se avaliar o tipo de competição. Tomar gol em casa tem o seu valor ao adversário. Não era a ideia. Resistimos até quase o final da partida. O mais importante é ganhar. Estamos na frente.

Cristóvão passa instruções para seus comandados (Foto: Agência Estadão)

O Flu avança com vitória ou empate. O Goiás precisa de 1 a 0 ou vitória por dois gols, caso sofra um. Se devolver o 2 a 1, a decisão vai aos pênaltis. Situação que poderia ser diferente caso Cristóvão não tivesse recuado o time? Não, na opinião dele – sacou Sobis e Fred, os atacantes, após a expulsão do goleiro Klever, para as entradas de Felipe Garcia e Henrique.

- Treinador é assim. Ele tem duas opções. Vai na que acredita. Desde o começo do segundo tempo, a gente prendia pouco a bola na frente. Isso iria continuar acontecendo. Arrumamos bem a parte defensiva. Tanto que resistimos bem à pressão. Optei por aquela que fiz – explicou o comandante.

O Fluminense treina na tarde desta sexta-feira. No domingo, vai a São Paulo enfrentar o Corinthians, pelo Brasileirão. Cícero, suspenso, está fora. Valencia, recuperado de lesão no tornozelo direito, volta. Diego Cavalieri, ainda com gastroenterite, é dúvida.

A entrevista completa de Cristóvão Borges:

A vitória dá vantagem. Tem de saber usar ela. Se preparar bem para o jogo"
Cristóvão Borges

O gol do Goiás no fim do jogo diminuiu a vitória do Fluminense?

Sempre que se ganha, o sentimento é de tranquilidade. Estou contente. O importante é ganhar. Lógico que tem de se avaliar o tipo de competição. Tomar gol em casa tem o seu valor ao adversário. Não era a ideia. Resistimos até quase o final da partida. O mais importante é ganhar. Estamos na frente.

Qual o objetivo das substituições?

Íamos jogar com dez. Tinha de arrumar a maneira de atuar. Defender bem e sair com velocidade. A ideia foi essa. Recompor o sistema defensivo.

Ao deixar o time sem atacantes, não chamou o Goiás demais ao campo do Flu?

Treinador é assim. Ele tem duas opções. Vai na que acredita. Desde o começo do segundo tempo, a gente prendia pouco a bola na frente. Isso iria continuar acontecendo. Arrumamos bem a parte defensiva. Tanto que resistimos bem à pressão. Optei por aquela que fiz.

Como não repetir a eliminação ao América-RN na Copa do Brasil? O Flu também ganhou o primeiro jogo...

A vitória dá vantagem. Tem de saber usar ela. Se preparar bem para o jogo. O que não correu naquela vez. Não vai se repetir. Vai ser diferente.

Como será a preparação para a volta ao Brasileirão? O Corinthians é o adversário de domingo...

A minha grande preocupação do momento é a recuperação física. O jogo hoje foi na quinta. Normalmente é na quarta. Além disso, atuamos um tempo todo com dez  jogadores. Há desgaste muito grande. Temos de recuperar. Em pouco tempo. O jogo lá vai exigir bastante. Precisamos ganhar.

Edson cabeceia para marcar (Foto: Bruno Domingos / Mowa)

Qual a avaliação do Edson?

Foi especial a ele. Ficamos contentes. Precisamos dos jogadores em condições. Marlon atuou também para ganhar ritmo. Ia colocar o Diguinho também por isso. Vem de contusão, precisa de ritmo. O Edson aproveitou de novo. Tem treinado bem. Fico feliz quando isso acontece.

Confronto direito com o Corinthians: como projeta a partida?

Cícero não pode jogar (está suspenso). É a única coisa certa. Não tem mais ninguém machucado. Valencia recuperado. Vai estar todo mundo no campo. O desgaste de hoje foi absurdo. Temos de recuperar.

Atuações de Marlon e Wagner

Não sabemos quando Gum voltará. Ele recupera bem. Imaginamos que o teremos no campeonato. Por isso, o Marlon jogou. Para ficar de novo à vontade. Tem potencial. Coloquei Wagner no jogo para isso. Tinha de ganhar ritmo. Vinha de lesão. E a exigência foi boa. Mais uma opção que eu tenho.

Diego Cavalieri tem condições de atuar domingo?

Ele está melhorando. Para jogar, tem de treinar. Vai ser avaliado amanhã. Se conseguir treinar, aí sim, volta. Do contrário, ainda não.

O horário do jogo atrapalhou a presença de público?

É ruim, sim. As pessoas ainda estão no trabalho, período de trânsito complicado. Essas trocas confundem o torcedor. Isso também não é bom.

Sem "capacidade financeira", Flu aposta em criatividade por reforços


Paulo Angioni e Mário Bittencourt coletiva Fluminense (Foto: Hector Werlang)

Quem não tem dinheiro, contrata com criatividade. É assim que o Fluminense tentará transformar tentativas fracassadas em bem sucedidas para reforçar o time visando a disputa do Campeonato Brasileiro e da Sul-Americana. Ao menos cinco negociações ficaram pelo caminho. E outras duas estão em compasso de espera: o zagueiro Neto, do Santos, e o lateral-direito Marcelinho, do América-RN.

A complicada situação financeira é a principal alegação do departamento de futebol tricolor para a dificuldade de contratar. A Unimed, patrocinadora do clube, encerrou o investimento em 2014 – à exceção do acordado de R$ 15 a R$ 20 milhões em direitos de imagem. As penhoras das receitas da televisão, a necessidade de pagar o acordo trabalhista e o recente ingresso no Refis geram um déficit mensal de R$ 200 mil. Conclusão: não há nada nos cofres das Laranjeiras.  

- Não tem onde criar mistério. As pessoas não querem saber como funciona uma negociação. Vocês (repórteres) sabem? Todas começam no 0 a 0. E a gente só vai fazer o que tivermos dinheiro para fazer. Não temos capacidade financeira - disse um sucinto Mário Bittencourt, vice-presidente de futebol do Flu, na saída do Maracanã, quinta-feira à noite, após a vitória sobre o Goiás pela Sul-Americana.  

Só com a insistência no tema que o dirigente mudou a postura e passou a dar mais detalhes. Para ele, a solução é ser criativo.  

- Temos um parceiro de 15 anos, e o contrato é discutido a cada ano. Essa discussão é dos presidentes, do clube e da patrocinadora. A parceria passa por algumas dificuldades, mas isso não significa que a gente esteja mais fraco. Por isso, existe a necessidade de criatividade. Fazemos esforço em 2014 para termos melhor situação em 2015. Hoje, temos a folha do futebol, a folha dos funcionários, a folha do ato trabalhista e a folha do Refis. Isso tudo gera dificuldade financeira. Não porque quebrou, mas porque a gestão quer reerguer o clube. Ao invés de estarmos sendo exaltados por isso, é o pão e o circo: vamos encher o clube de jogador e ver como paga depois - disse, para completar:  

- Não vou mentir. A situação não é ótima. Não faço propostas milionárias. Tentamos envolver jogadores, trocar percentual de direitos, manter o direito do clube que pode ceder alguém. Não temos a capacidade financeira, mas somos vitrine. Somos um time que vai brigar pelo título e uma boa vitrine. Isso pode gerar valorização no futuro.  

Wellington Nem, Magno Alves, João Filipe, André Bahia e Juninho foram as tentativas sem sucesso do Flu. Agora, o foco está em Neto e Marcelinho.  

- Negociação em andamento, só isso que eu posso falar. Apenas essas duas negociações em andamento. Não temos previsão - encerrou Mário.  

O prazo para inscrever jogadores no Brasileirão termina em 3 de outubro. Na Sul-Americana, é possível trocar nomes a cada fase.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Flu coleciona insucessos nas tentativas de contratações


 Magno Alves do Ceará entrevista (Foto: Alexandre Alliatti)

É com passadas curtas e lentas que o Fluminense tenta se reforçar para a reta final da temporada. E a direção tricolor coleciona insucessos nesse segundo semestre. Pelo menos cinco investidas falharam, e o técnico Cristóvão Borges continua batendo na tecla de que é preciso sanar algumas carências do grupo.

- Isso é importantíssimo para que tenhamos fôlego. Por isso se faz necessário um elenco grande. Temos um elenco de alto nível, mas precisamos de um mais numeroso por causa do desgaste. Temos que ter um grupo maior - disse o treinador.

Seja por falta de dinheiro, já que a Unimed fechou a torneira do patrocínio, ou de habilidade nas tratativas, o Tricolor, que procura zagueiro, laterais e atacante de velocidade, não avançou nos negócios que tentou. Os casos envolvendo os atacantes Wellington Nem e Magno Alves foram os mais expressivos. Em ambos, o clube se apoiou no desejo dos atletas de retornar às Laranjeiras e não teve poder de negociação.

A novela Wellington Nem arrastou-se por um longo período. Do fim de maio ao início de agosto, o torcedor alimentou o desejo de vê-lo novamente em ação pelo clube, mas acabou frustrado. Apesar de saber que dificilmente o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, liberaria o jogador por empréstimo sem custo, o clube apostou numa estratégia que fracassou. Havia um acerto com Nem, mas nada com a equipe dele.

Dinheiro também foi o problema no caso de Magno Alves. Novamente o Fluminense entrou em acordo com o jogador sobre salário e tempo de contrato, mas cruzou os braços e só esperou que o Magnata desse um jeito de se liberar. Com vínculo até 30 de novembro, o veterano, de 38 anos, teria de pagar uma multa de R$ 300 mil caso decidisse rescindir. Porém, caso outro clube quisesse contratá-lo, ela subiria a R$ 1,5 milhão. E o Tricolor lavou as mãos.

Paulo Angioni Fluminense (Foto: Richard Souza)

- São casos particularmente diferentes. O Magno não é dinheiro. O Magno é um exercício simples de analisar. Ele tem identificação e idolatria no Ceará, o Ceará está nas quatro primeiras posições do campeonato (Série B), é muito difícil o clube liberar uma referência como ele, que é resultado de 80% dos gols do Ceará. É muito difícil. É só fazer a dramatização e entender. Então por que o Fluminense entrou nisso? Entramos porque eles (jogador e empresário) têm uma carta de intenção, um instrumento particular, que dava a ele (Magno Alves) o direito de pagar o valor da carta que era de R$ 300 mil e se liberar. Só que ele não imaginava que houvesse o clamor todo. Quando houve o clamor, ele entendeu que não valeria a pena brigar com as pessoas por causa disso. Tanto é que no depoimento dele pediu desculpa à torcida do Fluminense - explicou o diretor executivo tricolor, Paulo Angioni.

Depois que Gum fraturou a perna esquerda, no início de agosto, o Fluminense passou a buscar um jogador para a posição. A diretoria tricolor tentou tirar André Bahia do Botafogo, mas esbarrou no desejo do rival de manter o defensor. Com a janela de transferências do exterior fechada e poucas opções na Série A, as séries inferiores viraram alternativa. João Filipe, do Avaí, também virou alvo, mas o longo tempo de inatividade jogou o negócio para a próxima temporada.

Hoje, o clube aguarda o desfecho positivo da contratação de Neto, zagueiro que está encostado no Santos. Sem interesse em renovar o contrato do jogador, que termina no fim do ano, o Peixe torcia para que alguma equipe o procurasse. Neto tem 29 anos e uma série de lesões tem impedido uma sequência de partidas.

As laterais também viraram tormentas para Cristóvão Borges. Sem reservas para Bruno e Carlinhos, o treinador tem improvisado. Em julho, Juninho, do Palmeiras, entrou na pauta. As conversas pelo lateral-esquerdo chegaram a ficar adiantadas, mas novamente não houve acordo.

Juninho, Palmeiras X Coritiba (Foto: Marcos Ribolli)

- O caso do Juninho não tinha nada a ver com dinheiro. O que aconteceu foi uma outra situação que o entendimento do Palmeiras era um e passou a ter outro. A parte do Fluminense com o Juninho estava resolvida e equacionada. Nada a ver com dinheiro. Teve mudança no entendimento do jogador com o clube. O Fluminense não intercedeu em nada. Tinha uma informação de que o Palmeiras liberaria. A negociação foi direta com ele através de seu empresário.

Para o lado direito, surge um nome. Marcelinho, autor de um gol na goleada do América-RN por 5 a 2 sobre o Fluminense, que eliminou os cariocas de maneira vergonhosa da Copa do Brasil, estaria na mira.

Cícero e Henrique são acertos

Contratados durante a pausa para a Copa do Mundo, o volante e o zagueiro foram acertos da diretoria. Foram negociações arrastadas, mas que têm dado certo. Cícero tem papel fundamental no esquema de Cristóvão e tem a versatilidade como principal característica. Marca, arma e faz gols.

Já Henrique, que teve um começo instável, aos poucos se firma na zaga, especialmente depois que Gum se machucou. Sem o companheiro, o camisa 21 tornou-se o principal nome da equipe na posição.

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