terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Fluminense anuncia permanência de Cristóvão Borges


Coube ao vice-presidente de futebol do Fluminense acabar com a indefinição que incomodava o torcedor tricolor. "Cristóvão (Borges) continua como treinador do Fluminense em 2015", anunciou Mário Bittencourt nesta terça-feira em entrevista na qual esmiuçou o planejamento do time para a temporada. 

A permanência de Cristóvão Borges era esperada com o fim da a parceira com a Unimed anunciada na última semana. Na segunda, o treinador concordou em receber os mesmos R$ 200 mil mensais que já ganhava e continuará no cargo assumido no primeiro semestre de 2014.

Com o anúncio, os quatro principais do Rio de Janeiro já têm treinadores definidos. Além do Fluminense, apenas o Flamengo manterá o comandante: Vanderlei Luxemburgo. O Vasco apostará em Doriva e o Botafogo terá Renê Simões no banco de reservas. 

domingo, 14 de dezembro de 2014

Novo patrocinador do Flu não quer interferir no futebol tricolor


Nova Camisa do Fluminense (Foto: Reprodução / Twitter)

O telefone do empresário Neville Proa toca. Entre ligações da família e do trabalho, ele atende também a imprensa. Não se preocupa em confirmar nem mesmo o valor de R$ 14 milhões que investirá no Fluminense em forma de patrocínio nos próximos dois anos - o valor aumentará em quase 50% em sua segunda temporada de contrato. Sua intenção é só essa: ter a marca dos produtos da sua empresa Viton44 estampados na camisa tricolor, placas nos estádios e no campo das Laranjeiras. Se meter no futebol, jamais. Ligação política, nem pensar.

 

- Minha finalidade única é ter um bom visual a cada jogo nas camisas dos jogadores. Ou nas placas. A propaganda é cara, mas compensa - afirma.

O patrocinador não se confunde com torcedor. Neville é flamenguista daqueles que acompanha os jogos pela TV. Ir ao estádio não está e não esteve nos planos. Passou boa parte da vida longe do Rio de Janeiro servindo a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). Rodou o Brasil. Reformado, apostou no ramo de bebidas, achou uma brecha no mercado com a venda principalmente de guaraná natural. Deu certo. 

 Encontrou no Botafogo uma boa forma de expor sua marca. Investiu cerca de R$ 25 milhões para ter o nome Guaraviton no espaço mais nobre da camisa, nas mangas e na parte de trás. Descobriu um mundo de bastidores no futebol que é agressivo. Ao jornal "O Globo", chegou a chamar de safados alguns dirigentes da antiga diretoria alvinegra. Mas está longe de reclamar do retorno que teve em termos de patrocínio.


- Dá um retorno bom, sim. Todo ano crescemos bastante. Esse ano já foi diferente do ano passado, houve um crescimento enorme. E tenho essa comparação de ano a ano subindo 30% a 40%, em termos de lucro - avalia.

O perfil é bem diferente do antigo patrocinador. Celso Barros estava longe de querer o mesmo distanciamento que Neville Proa pretende. Era figura comum no futebol tricolor. Marcava encontros com os atletas em churrascarias. Chegou a entrar no vestiário em um jogo contra o Bahia para discursar aos atletas. Pedia a vitória da equipe no Rio de Janeiro. Muitas vezes sua interferência incomodava grupos políticos dentro das Laranjeiras. Chegou a trocar farpas com Peter Siemsen quando Renato Gaúcho foi demitido.

Festa fred deco celso barros fluminense taça campeonato brasileiro (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Era, muitas vezes, torcedor também. Participou da festa do título brasileiro no Engenhão, na partida contra o Cruzeiro. Tirou foto na sede do clube em 2010 após a conquista nacional daquele ano. Neville quer distância deste tipo de relação.

- Não tenho fanatismo, não - explica.

Política clubística não é a praia de Neville. Ele quer, única e exclusivamente, negociar valores de patrocínio, ver sua marca exposta e colher os frutos do trabalho de divulgação. Sabe, porém, que há nos clubes de futebol jogos de interesse e politicagem.

- No futebol é mais agressivo ainda isso - diz.

Talvez por isso queira o distanciamento. Mas e o que pensa sobre o futebol?

- Futebol é a alegria do povo brasileiro, só isso, mais nada. É atuante em todas as classes sociais.

sábado, 22 de novembro de 2014

Flu chega a Recife com o apoio da torcida

Foi com apoio que o Fluminense chegou, na noite desta sexta-feira, a Recife, onde enfrentará o Sport, domingo, pela 36ª rodada do Brasileirão. Depois das vaias recebidas na noite anterior, no Maracanã, dia de goleada sofrida da Chapecoense, os jogadores ganharam incentivo, ao desembarcarem no aeroporto para continuar na luta por vaga à próxima Libertadores.

Fred, Conca e Walter foram os atletas mais assediados. Porém, quem falou com a imprensa foi o meia Wagner, que retorna ao time de Cristóvão Borges após cumprir suspensão – deve ocupar a vaga de Cícero. Para ele, o Tricolor precisa ter mais atenção em campo:

- Vamos tirar lição. Temos de saber que independentemente de qual camisa está do outro lado podemos perder. E isso não pode mais acontecer no Fluminense. Ainda temos chances. São três finais.

Wagner Fluminense desembarque Recife (Foto: Hector Werlang)

Fabrício, o provável substituto de Guilherme Mattis, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, também bateu na tecla da necessidade de superação. Porém, não gostou de uma pergunta sobre as vaias recebidas pelo time no Maracanã.

- Está meio atrasado, não? – disse ao repórter se referindo à partida contra o América-RN, pela Copa do Brasil, na qual foi considerado o culpado pela derrota por 5 a 2.

Ao ser informado que o questionamento era a respeito do jogo com a Chapecoense, afirmou:

- Já passou. Estamos tranquilos. Vamos buscar a vaga na Libertadores. O time deles teve mais posse de bola. Acontece. É normal.

Em sétimo, com 57 pontos, o Flu tem mais três jogos. Depois do Sport, encara Corinthians e Cruzeiro.

Diguinho Fluminense desembarque Recife (Foto: Hector Werlang)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Fred deixa o gramado com críticas à postura da torcida do Fluminense

O Fluminense sofreu uma pesada derrota para a Chapecoense: 4 a 1. Se alguma coisa boa pode ser tirada da partida de ontem foi a aparição dos jogadores para comentar sobre o revés. Os atletas se manifestaram e deram explicações.

Fred, ainda de cabeça quente com o placar, revidou as críticas da torcida, que encheu o Maracanã e não poupou vaias ao desempenho dos jogadores, que comemorou com gritos de "olé" a troca de passes dos rivais.

– O torcedor, quando ganhamos, aplaude. Quando perdemos, somos um time sem-vergonha. Depois, viramos time de guerreiros novamente. Isso daí faz parte – criticou o camisa 9 sobre as oscilações de humor da arquibancada de acordo com os resultados, para emendar:

– Respeitamos o torcedor, mas se venho ao estádio torcer, independentemente de o meu time estar ganhando ou perdendo, não vou gritar "olé" para o adversário.

Cristovão Borges também foi alvo por parte das arquibancadas, sendo mais uma vez chamado de "burro". Ele procurou ser compreensivo:

– Quando se perde um jogo dessa forma, não pode contestar. Se estivesse na arquibancada, também reclamaria. A insatisfação é normal. Todos estamos bastante chateados. Cada um reage à sua maneira. E a torcida tem o direito.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Léo Silva valoriza goleada sobre o Flamengo


O Atlético-MG foi completamente superior ao Flamengo na goleada por 4 a 0, no Independência. Sem dar chance ao adversário e pressionando muito a saída de bola, o placar ficou até barato, já que o Galo mandou bola na trave, teve um gol mal anulado e obrigou o goleiro Paulo Victor a fazer boas defesas.


Para o capitão Léo Silva, a vitória mostrou a autoridade do Galo quando joga no Horto e o time mereceu sair triunfante na noite dessa quarta-feira.

- Bom jogo, como a gente estava querendo, dando tudo. Foi uma vitória com autoridade, porque nós fizemos por merecer dentro de campo.

Em meio a briga pelo G-4 do Brasileirão e às vésperas da decisão da Copa do Brasil, o zagueiro destacou a importância de voltar ao grupo dos quatro primeiros colocados, pelo menos até esta quinta-feira, quando se encerra a 35ª rodada.

- Importante vencer. Jogamos bem no jogo passado e não saímos com a vitória. Queríamos vencer para voltar em entrar no G-4 evoluir bem até o jogo de quarta-feira.

Os jogadores do Galo se reapresentam nesta quinta-feira, quando iniciam a preparação para encarar o Internacional, no sábado, às 19h30 (de Brasília), no Beira-Rio.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Presidentes da Fla e Flu negam pagamento de propina no caso Héverton

Os presidentes de Flamengo e Fluminense negaram qualquer envolvimento com caso Héverton, que terminou com o rebaixamento da Lusa para Série B do Brasileiro em 2013. Segundo os dirigentes cariocas, nenhuma das agremiações pagaram propina para diretores do clube paulista, que teriam se beneficiado para escalar o atleta, de acordo com a investigação do Ministério Público de São Paulo.

De acordo com o Eduardo Bandeira de Mello, presidente do Flamengo, causa "estranheza" a possível relação do Rubro Negro com a possível escalação do jogador da Lusa. "Me causa certa estranheza. É  matematicamente e fisicamente impossível que o Flamengo tenha participado de qualquer processo de suborno da Portuguesa. Gostaria lembrar a vocês que na sexta-feira anterior ao jogo da Portuguesa, quando se deu o julgamento, o Flamengo já estava matematicamente livre do rebaixamento. Não teria porque fazer qualquer tipo de ação desse tipo. O jogo contra o Cruzeiro aconteceu no sábado. Escalamos o André Santos de boa fé e estamos recorrendo ao TAS (Tribunal Arbitral do Esporte) para recuperar nossos quatro pontos. Jogamos às 19h30 contra o Cruzeiro uma partida praticamente amistosa, que terminou 1 a 1. Não teríamos porque recorrer a qualquer tipo de expediente", disse ele em entrevista à  rádio CBN. "Seria totalmente impossível o Flamengo procurar a Portuguesa entre 21h30 e 4h30 do dia seguinte para fazer com ela escalasse um jogador que já estava concentrado e escalado para um jogo. Só soubemos das possíveis restrições da escalação do André Santos na terça-feira seguinte", completou, lembrando do caso da escalação do lateral-esquerdo André Santos, que estaria sem condições de jogo e que terminou com a perda de quatro pontos por parte do clube carioca.
DivulgaçãoO presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello negou qualquer pagamento de propina à Portuguesa

O mandatário do Fluminense também negou qualquer envolvimento do clube no caso. Segundo Peter Siemsen, depois da Portuguesa, o mais prejudicado com o caso foi o próprio Tricolor. "Para o Fluminense, seria maravilhoso apurar em definitivo. Ajudaria muito a esclarecer o caso e acabaria, de uma vez por todas, com a situação criada. Se o primeiro prejudicado em imagem foi a Portuguesa, o segundo foi o Fluminense. Passou por um período grave de ataques injustos. Tanto nas redes sociais quanto por alguns poucos jornalistas irresponsáveis que criaram um clima de suspeição", declarou.

O dirigente disse desconhecer o envolvimento de qualquer pessoa ligada ao clube ou à Unimed (parceira do clube) no caso. "Haviam vários clubes envolvidos na briga pelo rebaixamento e certamente era impossível para o Fluminense fazer um acordo com todos eles. O Flu primeiro tinha que ganhar do Bahia e outros clubes também vencerem. É uma coisa sem pé nem cabeça. Seria fantástico o esclarecimento de qualquer conduta criminosa. E vamos à luta por ela. O Fluminense estava preparado para jogar a Segunda Divisão. Temos um acompanhamento completo da situação de cada atleta e o clube cumpre a regra. Se outros não cumprem, certamente têm que ser punidos, não importa se um time grande um não. Apoiamos a investigação", disse.

"Coloco a mão no fogo pelo Fluminense e pela Unimed. Se você visse o estado psicológico do Celso (Barros, presidente da patrocinadora), ficaria impressionado. Tive até dificuldade de falar com ele. Ficou mais abatido do que eu. Comecei a pensar na Série B e, inclusive, dei entrevista preparando o ano. Troquei o diretor executivo à época (Rodrigo Caetano foi demitido e daria lugar a Felipe Ximenes)", finalizou Siemsen.

Lusa quer responsabilizar envolvidos
Em nota publicada nesta quarta-feira (12), a Portuguesa afirmou que está comprometida em esclarecer os fatos. O clube afirmou ainda que pretende identificar e responsabilizar os envolvidos.

O comunicado afirma ainda que a Lusa espera ouvir nos próximos dias o ex-presidente Manuel da Lupa, que seria o principal beneficiado pelo esquema.

Na manhã desta quarta, o jornal O Estado de São Paulo noticiou que o MP-SP concluiu que dirigentes da Lusa teriam recebido vantagens para relacionar o meia Héverton, restando saber quem pagou por isso.

Héverton entrou em campo pela Portuguesa no segundo tempo da partida contra o Grêmio, na última rodada do Campeonato Brasileiro de 2013. Com a perda dos quatro pontos, o clube perdeu posições e terminou sendo rebaixado para a Série B do Brasileirão. Em 2014, o clube caiu novamente, desta vez para a Série C.

sábado, 25 de outubro de 2014

Fred faz o gol da vitória do Fluzão nos acrescimos

Suado e emocionante. Outra vez. Depois de superar o Santos com um gol no fim, o Fluminense voltou a vencer no apagar das luzes. Com Fred marcando nos acréscimos do segundo tempo, o Tricolor bateu o Atlético-PR  por 2 a 1, neste sábado, no Maracanã, e segue firme na briga por uma vaga na Taça Libertadores de 2015. O gol salvador do camisa 9 – que chegou a 13 no Campeonato Brasileiro, dois a menos que Henrique, do Palmeiras – saiu menos de um minuto depois de o Furacão empatar com Cleberson. Wagner abriu o placar.

O triunfo, válido pela 31ª rodada da competição, fez o Tricolor carioca chegar aos 51 pontos e assumir provisoriamente o quarto lugar. Agora, o time de Fred, Conca e companhia seca Atlético-MG, Internacional e Grêmio no complemento da rodada para passar a semana no G-4. O Furacão, por sua vez, segue com 40 pontos, na 10ª colocação. Na próximo sábado, 1º de novembro, o Flu visita o Goiás no Serra Dourada, 19h30 (de Brasília). No mesmo horário, mas no domingo, o Atlético-PR recebe o o Atlético-MG na Arena da Baixada.

Wagner gol Fluminense x Atlético-PR (Foto: Nelson Perez / Flickr do Fluminense)

Flu com um "9". O Atlético não

Com o apoio da torcida no Maracanã – 22.537 presentes no estádio, com 18.845 pagantes e renda de R$ 491.475 – e o retorno de Fred, o Fluminense começou a partida impondo seu ritmo. O Atlético-PR, por sua vez, entrou mais cauteloso. Sem o seu "9", o centroavante Cléo, autor de três gols nos dois últimos jogos do Furacão, o técnico Claudinei Oliveira optou por mudar o esquema com três atacantes, promovendo a entrada do meia Marcos Guilherme e mantendo a dupla Marcelo e Dellatorre na frente.

E foi justamente do camisa 9 tricolor a primeira boa chance da partida, aos 10 minutos. Após bola alçada na área, o atacante matou no peito e armou a bicicleta, mas mandou para fora. A resposta do Furacão veio três minutos depois, num contra-ataque quase fatal. Marcos Guilherme cruzou da direita, e Dellatorre, com uma cabeçada fulminante, obrigou Diego Cavalieri, que completou 200 jogos com a camisa do Flu, a fazer linda defesa.

Fred Fluminense x Atlético-PR (Foto: Matheus Andrade / Photocâmera)

Se Cavalieri brilhou de um lado, Weverton resolveu fazer o mesmo do outro. Por duas vezes, o goleiro do Atlético salvou cabeçadas que tinham endereço certo de Fred e Edson. E quando não salvava, contava com a falta de pontaria tricolor em chutes perigosos de Conca e Wagner. Embora sofresse atrás e tivesse menos posse de bola (45%), o ataque do Furacão também incomodava, principalmente quando acelerava o jogo. E na base da velocidade, o time paranaense quase abriu o placar com Marcelo no fim da etapa inicial. Cavalieri, com os pés, evitou o gol.

Cristóvão muda, e Flu marca

Na volta do intervalo, o Fluminense, que já tinha trocado zagueiros (Marlon saiu lesionado para a entrada de Elivélton) no fim do primeiro tempo, veio com Carlinhos no lugar de Chiquinho na lateral esquerda. E a substituição surtiu efeito imediato. Após cruzamento preciso do camisa 6 tricolor, Wagner subiu mais que a zaga do Furacão e cabeceou no canto: 1 a 0, aos três minutos. Em desvantagem, o Atlético-PR foi para cima e por pouco não igualou em duas oportunidades, com Willian Rocha e Marcelo. Na primeira, Jean salvou em cima da linha. Na segunda, o atacante espirrou o taco e mandou para fora.

Se sofria com a pressão atleticana, o Fluminense ainda perdeu o volante Valencia machucado (Bruno entrou no seu lugar). Sem poder fazer mais substituições e com dois atacantes lentos na frente (Walter e Fred), o time carioca era acuado na defesa e pouco aproveitava os espaços deixados pelo rival. E depois de tanto pressionar, o Furacão conseguiu o empate nos acréscimos, aos 46. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Cleberson pulou mais que toda a defesa tricolor e colocou no fundo da rede.

Quando o empate, que até soava justo, parecia ser o desfecho da partida, Bruno, outro lateral que entrou no segundo tempo, cruzou para Fred. O artilheiro do Fluminense dominou no meio de sete defensores rubro-negros, girou e fez a festa da torcida tricolor no Maracanã, menos de um minuto depois do gol de empate. Vitória sofrida, três pontos garantidos e o bom retrospecto diante do Atlético-PR mantido. Desde 2009 (nove jogos, com seis triunfos e três empates) que os cariocas não perdem para os paranaenses.

Fred, Fluminense x Atletico-pr (Foto: Cezar Loureiro / Agência o Globo)

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